domingo, 24 de dezembro de 2006

O Pescador e a Gaivota

O Pescador e a Gaivota

Era uma vez um Pescador…

Todos os dias ia para o mar e nada trazia.
Certo dia no seu barco, já com as redes no mar, olhava para o horizonte na esperança de este lhe dar aquilo que ele tanto queria. De repente os cabos que seguravam as redes começaram a mexer, ficaram esticados e faziam muita força. O Pescador admirado corre para os puxar e de imediato apercebe-se que as redes estavam cheias de peixes que saltavam, grandes, pequenos, azuis, verdes, amarelos, vermelhos, tantos que o Pescador não queria acreditar.

Olhou para o céu e disse:

- “Deus obrigado por me dares a felicidade que tanto esperei!”

Nos dias seguintes o mesmo aconteceu, por várias vezes, o Pescador sorria e vivia feliz, porque tinha tudo aquilo que sempre sonhou.

Um mês depois, num certo dia, foi ao mar como sempre o fazia e as redes tornaram a ficar cheias de peixe, o pescador preparava-se para as puxar quando uma nuvem negra cobriu o céu, o mar agitou-se e o vento começou a soprar, com muita força. A tempestade começou e as redes no mar ficaram, a vela, o mastro e a proa do barco partiram-se e o Pescador desesperado atirou-se ao mar na tentativa de se salvar, mas já sem forças desmaiou e foi levado pela corrente até à praia.

No dia seguinte acorda estonteado e senta-se numa rocha a chorar, uma Gaivota que sobrevoava a praia desceu até à beira do Pescador e perguntou-lhe:

- “Pescador porque choras?”

E o Pescador respondeu-lhe:

- “Choro porque vivi infeliz durante muito tempo e um dia o mar trouxe-me a felicidade, deu-me peixe em abundância, para dar e ser feliz, levei o mar para casa e vivi os melhores dias da minha vida. Ontem veio a tempestade e o mesmo mar que me deu tudo, tudo levou, o meu peixe, as minhas redes, o meu barco e deixou-me vazio, despido de felicidade.”

A Gaivota disse-lhe:

- “ Nunca ouviste dizer que depois da tempestade vem a bonança! O mesmo mar que te deu tudo e tudo levou há-de voltar a dar-te, porque é nele que mora a força que tu tanto precisas, será ele que te dará o norte e devolver-te-á felicidade, tens apenas de acreditar.”

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